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8 de novembro de 2013

Queria ser um avestruz.

Já teve vontade de enfiar a cabeça na terra, fugir tudo e se sentir um avestruz se protegendo do perigo? (quando penso nisso, imagino os seres humanos sentindo-se seguros apenas cobrindo a cabeça com um lençol) na verdade, isso não acontece.

O que acontece é: Eles são bichos muito grandes com a cabeça muito pequena, ai encostam o pescoço e a cabeça no chão para sentirem a vibração do solo e a aproximação de eventuais perigos. Eles nem podem colocar a cabeça dentro do solo, morreriam sufocados... (dependendo do ângulo que se vê, parece mesmo que estão com a cabeça embaixo do solo).

Mas a minha vontade de enfiar a cabeça no solo e fugir de tudo ainda é verdadeira e está aqui. Só que eu paro e penso: Qual é o meu solo? Posso dizer que meu solo é o meu paraíso pessoal.

Para mim, existem dois tipos de paraíso pessoal, aquele em que você aproveita daquilo que você quer e gosta, ainda assim lidando de frente com os seus problemas (mesmo que seja arrastado, não somos de ferro) e aquele em que você foge de tudo como um covarde e vai pra bem longe sem dar importância para ninguém ou algo.

Só que, eu não gosto de pessoas que fogem e/ou pessoas covardes. Gosto de corajosos que encaram de frente (nota mental: preciso melhorar nisso) logo, não quero ser uma! (não gosto de hipócritas também...).

O post de hoje foi tão confuso quanto o meu cerébro, perdoem-me.
Música de hoje: Sugai Shikao - 19 sai
Qual é o seu solo?

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